O jogo, os brinquedos e a brincadeira formam uma trilogia inseparável, que através dos tempos tem marcado boa parte do processo desenvolvimental do indivíduo.
Jogar e brincar e uma parte significativa dos instrumentos para tal necessários, tem, ainda hoje, num tempo de mudança vertiginosa, marcas de intemporalidade.
Todavia, o processo de mudança que o mundo do digital e da Internet fez despoletar tem mudado acentuadamente a paisagem que durante séculos pouco se havia alterado.
Indissociável desta realidade, o tempo e as suas temporalidades continuam a ser determinantes e a marcar o sentido e a significância que as coisas por aqui podem assumir.
Fazer uma viagem pelo mundo fantástico do jogo, do brinquedo e das brincadeiras, do imaginário que deles emana de uma forma quantas vezes surpreendente, do seu lado incontornável na e para a formação da criança, da forma como através dos tempos passaram de geração em geração, constitui um objectivo que, apesar de grandioso, estamos a tentar levar a cabo numa empreitada académica de alto risco, mas gostosa e determinadamente assumido, e que queremos conduzir a um bom porto que abrigue o que ambicionamos produzir de novo neste domínio.
Queremos que este blog se constitua como um caderno de apontamentos para onde pretendemos canalizar tudo o que por aí formos apanhando e o que pensam todos quantos se sentem atraídos pelas questões da infância e dentro deste imenso campo de estudo pelo particular e fascinante mundo do jogo, do brinquedo e das brincadeiras e dos seus trajectos intergeracionais e se disponibilizem para uma troca de informação leal e sincera sobre tudo isto.
Como brincavam os nossos bisavós? E os nossos avós? Como eram os brinquedos? Como vinham parar às nossas mãos? Quem nos ensinava a brincar? Como brincaram os nossos filhos e como brincam hoje os nossos netos? Será que sabemos brincar com eles? Será que eles sabem brincar conosco? Será que eles aprendem bem as brincadeiras que lhes ensinamos? Será que nós, mais adultos, aprendemos com facilidade, se é que aprendemos, as brincadeiras com que se ocupam de uma maneira absolutamente absorvente os nossos mais novos?
Eis uma breve luz sobre uma temática aparentemente tão trivial e o lançamento aleatório de uma pequena bateria de questões à espera de respostas de ciência, onde, provavelmente, algumas teorias vacilarão, outras haverá que merecerão reformulação e algumas até ganharão espaço entre as que pelos tempos adiante foram fazendo o seu caminho.
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